Declaração de Princípios

O Instituto Lumiar, criado em 2002, com funcionamento a partir de 2003, é o braço da Fundação Ralston-Semler na área da educação. O Instituto, além de ser a entidade responsável pelas Escolas Lumiar, possui atribuições de pesquisa e desenvolvimento que vão além das escolas em si. Essa atividade de P&D é desenvolvida, em parte com recursos fornecidos pela própria Fundação Ralston-Semler, em parte com recursos de parcerias.
Originalmente havia apenas uma Escola Lumiar – a situada na Rua Bela Cintra 561, no bairro da Consolação, em São Paulo. Ela foi criada pelo Instituto Lumiar para ser uma escola inovadora. Sua criação levou extremamente a sério as aberturas da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e os princípios arrojados incorporados aos Parâmetros Curriculares Nacionais, entre os quais os seguintes:


  • Uma Visão da Educação que vê a educação como processo contínuo e permanente de desenvolvimento do ser humano que abrange não só os aspectos cognitivos desse desenvolvimento, mas também os seus aspectos emocionais e sociais, e que acontece através das múltiplas interações do indivíduo com seu ambiente humano e natural, fora e dentro da escola;
  • Uma Visão da Aprendizagem que vê a aprendizagem como processo de criação e expansão de capacidades, vale dizer, de desenvolvimento de competências, através do qual as pessoas se tornam capazes de fazer coisas que antes não conseguiam fazer;
  • Uma Visão da Escola que vê a escola como ambiente privilegiado de aprendizagem, organizado para propiciar aos alunos oportunidades de aprendizagem ricas, flexíveis e envolventes, que encoraje a liberdade de aprender, incentive a autonomia do aluno e, ao mesmo tempo, exija dele responsabilidade pelas suas escolhas, decisões e ações, dentro de um clima que favoreça a individualidade e, ao mesmo tempo, a cooperação; a diversidade e, ao mesmo tempo, a igualdade de direitos e a existência de atributos comuns; a tolerância e o respeito mútuo;
  • Um Currículo focado no desenvolvimento de competências pelos alunos e não na transmissão de conteúdos disciplinares pelos professores e que se caracteriza, portanto, como uma Matriz de Competências, organizada ao redor dos Quatro Pilares da Educação propostos pela UNESCO, e não como uma grade de disciplinas;
  • Uma Metodologia de Aprendizagem centrada na participação dos alunos em Projetos de Aprendizagem cuidadosamente definidos para facilitar aos participantes o desenvolvimento de competências específicas e oferecidos em quantidades e modalidades suficientes para propiciar aos alunos real liberdade de escolha – participação essa que substitui as aulas tradicionais;
  • Uma Metodologia de Avaliação da Aprendizagem centrada no registro constante e cuidadoso, em um Portfólio do Itinerário de Aprendizagem do aluno, de observações relevantes acerca do seu desenvolvimento, tanto através das atividades relacionadas aos Projetos de Aprendizagem como, fora delas, através atividades que podem ser descritas como integrantes do “Currículo Oculto”: participação em assembléias e comissões, papel assumido nas atividades de recreação, relacionamento com colegas e com os profissionais (pedagógicos ou não) da escola, etc.;
  • Um conjunto de Profissionais Pedagógicos diferenciados em dois grupos:
  • de um lado, Tutores (Mentores, Orientadores e Conselheiros) dos alunos, que são contratados pela escola em tempo integral (mínimo de seis horas) e que têm a função de acompanhar e supervisionar, ano a ano, um mesmo grupo de alunos em todas as suas atividades, inclusive nas presumidas como apenas recreativas, interagir com eles e com seus pais com o objetivo de incorporar informações extra-escolares ao Portfólio de Aprendizagem dos alunos e manter os pais informados sobre o desempenho dos alunos na escola, assistir os alunos, juntamente com os pais, na escolha dos projetos de que irão participar, e avaliá-los periodicamente (pelo menos a cada dois meses e ao final do ano);
  • de outro lado, Mestres com competência e alto nível de interesse em áreas que possam servir para o desenvolvimento de competências por parte dos alunos, que são contratados pela escola por períodos limitados (dois a quatro meses em regra) e que têm a função de planejar e coordenar projetos de aprendizagem e avaliar o desenvolvimento das competências dos alunos que participam desses projetos;
  • Uma Forma de Gestão democrática e participativa que encontra sua melhor expressão na Roda, que é uma assembléia geral da comunidade escolar que se reúne todas as semanas para discutir problemas que lhe são trazidos por qualquer membro da comunidade escolar e que vão desde questões disciplinares até questões relacionadas à natureza da comida servida ou da limpeza dos banheiros;
  • Um uso criativo e inovador da Tecnologia, que a põe a funcionar como ferramenta da aprendizagem individualizada e personalizada do aluno e não como uma ferramenta de apoio ao ensino do professor no gerenciamento da classe e na transmissão de conteúdos disciplinares.
  • Numa visão como esta, a Lumiar, em vez de focar no conhecimento disciplinar e transversalizar o desenvolvimento de competências, faz o contrário: foca no desenvolvimento de competências e transversaliza a busca de conhecimentos disciplinares relevantes, que entram na formação do aluno à medida que se mostram necessários ou úteis para a realização dos seus projetos de aprendizagem ou para a definição e implementação de seu projeto de vida.



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